Transformação em movimento.
Através da astrologia, da mentoria e de viagens imersivas, guio pessoas em transição a encontrarem clareza, verdade e presença.
Não para fugirem do mundo, mas para se voltarem a ouvir dentro dele.

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Miriam Augusto

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História de transformação profissional de Miriam, de cientista a mentora

De Cientista a Mentora: O meu processo de transformação

Desde cedo nutri um gosto pelas ciências, fossem elas ocultas ou exactas, mas o que vivi, ao alongo do tempo, foi uma verdadeira transformação profissional.

Antes do COVID: A conquista externa

Quando comecei verdadeiramente a pensar no que queria seguir, surgiram ideias como a parapsicologia, investigação forense, química ambiental… E, quando fiz os testes psicotécnicos, o resultado foi claro: ciências, seguidas de comunicação.

Licenciei-me em Química, ramo de Investigação, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Durante o curso, descobri uma ciência chamada Toxicologia e apaixonei-me. Comecei a frequentar congressos, simpósios e workshops na área e integrei a investigação pré-graduada no CIIMAR, na área de ecotoxicologia, da qual resultou o artigo científico Cyanobacteria hepatotoxins, microcystins: Bioavailability in contaminated mussels exposed to different environmental conditions, publicado na revista European Food Research and Technology em Julho de 2008, em co-autoria com o meu colega João Morais e sob orientação do Professor Vítor Vasconcelos.

Concluída a licenciatura, entrei no mestrado em Engenharia do Ambiente na Universidade de Aveiro. Não gostei. A meio do primeiro semestre, cancelei a matrícula. Passei o resto do ano a investir em formação complementar: cursos, workshops e congressos dentro da área forense, sempre com um foco claro na toxicologia.

No ano seguinte, enquanto trabalhava como monitora na Fábrica – Centro de Ciência Viva de Aveiro, ingressei na pós-graduação em Ciências Médico-Legais no ICBAS-UP e, posteriormente, completei o mestrado em Medicina Legal com uma tese sobre o consumo de álcool e drogas ilícitas em contexto recreativo.

Tentei seguir para doutoramento, mas o projecto era demasiado ambicioso. Desafiava as próprias leis da droga em Portugal. Foram mais as portas que se fecharam do que as que se abriram. Nesse mesmo ano, parti para o Vietname por três semanas, numa viagem que se tornou o primeiro grande ponto de viragem na minha vida profissional.

Parti para o Vietname por três semanas, numa viagem que se tornou o primeiro grande ponto de viragem na minha vida profissional.

Ainda no Vietname, recebi uma chamada da Universidade de Trento, em Itália: tinha sido aceite no doutoramento em Neurobiologia, mas não me iriam atribuir bolsa. Tinha de decidir se queria manter a vaga, mesmo sem apoio financeiro. Recusei. O foco já era outro. Ia abrir uma agência de viagens de aventura.

Voltei, desenhei um itinerário pelo Vietname e apresentei-o a uma agência de viagens convencional. A primeira viagem em grupo aconteceu em Maio de 2014. Em Outubro do mesmo ano registei a minha própria agência de viagens: a The Wanderlust.

Durante sete anos, acreditei. Acreditei muito. A empresa cresceu a um ritmo notável, tornando-se uma referência no mercado nacional de viagens de aventura. No entanto, no Verão de 2018, precisamento no auge da agência, algo começou a mudar dentro de mim. Estava na Ilha de Rote, numa pequena praia deserta, numa semana de pausa entre grupos na Indonésia e Malásia, quando senti, com clareza, que o meu mundo era demasiado grande, mas também demasiado simples. Percebi que, embora sempre tivesse feito o que acreditava e me dava prazer, já não me identificava com o mundo das viagens. Fazia sentido antes. Mas agora…já não.

A vida pedia outra coisa. Pedia-me para abrandar. Para deixar o nomadismo, as horas infindáveis em aviões e aeroportos, a casa às costas, as relações de toca e foge, a falta de estrutura, a ausência de raízes.

Em Maio de 2019, recebo o meu primeiro grupo na Indonésia e percebo, com clareza, que já não quero fazer mais aquilo. Entro em burnout e quase numa depressão. Digo que quero terminar com a agência. Que a quero vender. Dizem-me para aguentar mais um ano. Que as vendas estão a correr bem e que poderei vender por um valor mais elevado. Aceito. Com a condição de não liderar mais viagens.

Pós-COVID: A transformação interna

Entra 2020. Entra o COVID.

O mundo pára. O sector do turismo é dos mais afectados. E eu sinto que sou forçada a fazer algo que já queria há algum tempo. Aquele projecto tinha de terminar. Aquele ciclo tinha de fechar. Tento vender na pior altura possível. Ninguém compra. Injecto as minhas poupanças para aguentar o inaguentável. E, ao fim de quase dois anos, avanço para o pedido de insolvência.

Já nessa altura andava à procura de mim. Do que ressoava. Do que fazia sentido. Mas a necessidade de me manter “activa” e a “servir”, tão impostas pela sociedade, empurrou-me para a exaustão, quando tudo o que o corpo e a cabeça pediam era descanso.

A necessidade de me manter “activa” e a “servir”, tão impostas pela sociedade, empurrou-me para a exaustão.

Digo à minha psicóloga que vou tirar um curso de astrologia. Ela alerta-me para o cansaço, diz que não preciso de o fazer agora. Tranquilizo-a. E avanço.

Depois de vários cursos na área holística, surge a primeira luz: algo que realmente ressoa comigo. Foi impactante. E tive vontade de partilhar com os outros.

Pelo meio ainda crio a Timor Lines. Um projecto de bijutaria feita por artesãos da ilha de Timor, usando o tradicional ikat. Não correu como planeado.

Surge então o Jalan Jalan, que se foi reinventando com o tempo. Assim como eu. Comecei por oferecer leituras de tarot, mesa radiónica e astrologia.

Com o tempo, ficou apenas a astrologia e… novamente, as viagens. Mas agora num conceito diferente.

Foi a viagem que me transformou. É com ela que quero transformar.

Entretanto, o Jalan Jalan começa a pesar. Sinto-me em processo de morte. Desconectada da vida. Penso em terminar… e sinto-me bem com essa ideia. A minha intuição, que sempre deveria ter escutado, diz-me que é hora de mudar. De finalmente me apresentar ao mundo como Miriam. Com tudo o que sou. Com tudo o que sei.

Consulto os meus mapas astrológicos para perceber o momento que estou a viver e confirma-se. É hora de voltar à minha missão com as viagens, mas com um novo propósito: criar experiências transformadoras e exclusivas para quem deseja mudar por dentro. Apresentar-me em nome próprio. Mostrar a minha história. Mostrar a minha verdade. Ser guia de travessias.

E assim chego ao dia de hoje: a dar mentoria, ler mapas astrais e proporcionar viagens como catalisadores de mudança interna.

Se vou continuar como Miriam? Certamente.

Se serão sempre estas as minhas ofertas? Não sei.

Transformação é o meu nome do meio.

Se estás num momento de transição profissional, e não sabes por onde começar, consulta o meu Programa Essência.

Acredito que a verdadeira transformação não tem bilhete de regresso. Viajei o mundo e atravessei tempestades internas: depressões, burnout, mudanças de direção, despedidas de projetos. Em cada um desses momentos, a viagem foi o meu espelho, o meu guia e a minha medicina. Criei agências, vendi sonhos, vivi em Bali, surfei as minhas sombras e reencontrei a minha voz. Hoje, guio experiências de regresso à tua essência através da astrologia, da mentoria e de viagens que, mais do que mostrarem o mundo, te ajudam a veres-te a ti.